O mundo é tão pequeno, afinal. Jorge e Matheus foram apenas mais dois a dizerem isto. Mas só saindo, voando, que você percebe o quanto realmente é. Tão pequeno quanto você possa imaginá-lo e fazê-lo. Principalmente com a AIESEC. A Eslováquia foi meu 12° país. Antes dela ainda passamos por Áustria e Alemanha (esta última pela minha terceira vez). E em todas essas viagens que tenho feito tenho encontrado pessoas conhecidas ou, no mínimo conhecida de algum conhecido. Aquele ditado que diz que BH tem 3 pessoas, eu, você e alguém que a gente conhece, é mais amplo, se aplica ao mundo.
A viagem começou com a idéia de visitar minha querida EP alemã, Anna Du, de quem fui buddy (espécie de responsável ou padrinho) no seu intercâmbio pela AIESEC em BH. Super solícita desde o início, ela se dispôs a receber eu e meu flatmate (colega de apartamento), Rafa. Depois de praticamente não dormir a noite, culpa da minha afilhada da AIESEC BH, Mara, que, coincidentemente (ou não) também está em Torino por intercâmbio da AIESEC, e veio experimentar a arte culinária do Chef TT, saímos cedo de casa rumo a Milão para pegar o vôo e chegamos na Alemanha, em Hamburgo, onde a Anna já nos aguardava. E em Hamburgo almoçamos hambúrguer no lugar mais famoso da cidade e fizemos um giro por belos lugares. No fim da tarde pegamos o trem rumo a Hannover, a cidade onde a Anna reside.
Os dias em Hannover foram fantásticos. Respiramos, comemos, bebemos e sentimos Alemanha. Desde os deliciosos jantares e cafés da manhã típicos alemães preparados pela querida e prendada Anna, até a tradicional cervejaria alemã da cidade que ela nos levou. Tirando a parte do tour ser todo em alemão (e eu só entender a palavra bier), foi uma experiência inesquecível. Mais um sonho realizados. Conhecer toda a fábrica, o processo, e, no fim, degustar a vontade todos os tipos de cervejas produzidos por lá. Isso acompanhado por pães com banha de porco. Sim! Eles comem banha de porco no pão como se fosse manteiga! Em Hannover teve também o pão de queijo que fiz que foi uma felicidade a parte para as meninas, Anna e sua flatmate que morou no Brasil também. Foi impagável a cara das duas se deliciando com o tradicional pãozinho mineiro depois de uma vida sem saboreá-lo.
Depois partimos pra Berlin, onde um frio de -7 graus nos esperava. Mas outra coisa, além do frio e da neve que já nos acompanhava desde o início da viagem, também nos esperava por lá. Algo raro em Berlin: o sol. Foram 2 dias de um sol lindo e claro que não se via por lá há tempos. Mas um sol safado, preguiçoso, que não conseguia amenizar o frio de graus negativos, principalmente pelo vento gelado que castigava. Só sobre Berlin, eu poderia escrever textos e mais textos, e mesmo assim não conseguiria passar o que é estar naquele lugar. Me permita citá-lo, caro Luan Guanais: "O que mais surpreende na arte presente em Berlin é a capacidade de nos transmitir um turbilhão de emoções sem precisar usar nenhuma palavra". Logo, vou me ater a experiências mais pessoais. Começando pela de couchsurfing. Fomos hospedados por uma AIESECa que foi colega no escritório internacional da organização na Holanda do ex presidente da AIESEC BH, da época em que minha Tia Kelly fazia parte da mesma. Encontrei-a no face no grupo de couch da AIESEC e ela foi super simpática e atenciosa desde o início. Foi um prazer conhecer seus amigos também em um restaurante russo, onde experimentamos todos os tipos de vodka que possam imaginar! E na mesma noite, tínhamos que descobrir os mistérios da famosa Berghain. Cultuada e venerada como a melhor da Europa por alemães e quem mais conheça, a boate que abre na sexta feira a noite e só fecha no domingo a tarde é famosa pelas gigantescas filas na porta e pelo processo de seleção na porta. É simples assim: você entra ou você não entra. E quem não entra apenas sai sem reclamar, depois de esperar por até duas horas na fila e no frio. Alguns devem até agradecer. É algo impressionante. É diferente. E nessa tensão e medo, depois de ser desencorajados a ir por todos os alemães do restaurante russo, e da fila ver mais da metade das pessoas serem "rejeitadas" na porta, chegou a nossa vez de passar pela "aprovação". Um segurança com cara de terrorista fez apenas uma pergunta: quantos são? Respondi "dois" apontando pra mim e pro Rafa. Ele fez uma vistoria quase que raio x com os olhos na gente e depois de alguns segundos disse apontando pra porta "podem entrar". É um processo de seleção que não concordo, mas não posso negar que a sensação de "ser aceito" foi quase que como passar no vestibular. Nem nossos documentos conferiram, algo que temíamos também por sermos brasileiros. E fomos empolgados adentrando naquele casarão antigo, estilo abandonado, que mais parecia cenário de filme de terror. Empolgados até ouvir a música e descobrir que era uma balada de música eletrônica. Aquela música que fica batendo na sua cabeça e aquelas pessoas estilo The Walking Dead. Mas enfim, foi uma experiência legal e válida. Exceto a volta pra casa, quando ficamos 2 horas no frio da madrugada de Berlin tocando o interfone até nossa host acordar para abrir a porta. Problemas de couch que podem acontecer. Mas são escolhas e no final deu tudo certo. E pulando tantas outras coisas de Berlin, vamos para o leste!
Fomos de night train de Berlin para Bratislava, onde pegamos outro trem para Vienna. O night train valeu a pena. Pagamos 50 € por cabine onde tínhamos camas e dormimos a noite toda. Na nossa cabine conhecemos uma garota romena que falava romeno, inglês, alemão, espanhol, francês e italiano! Obviamente batemos altos papos em italiano! Conheci inclusive a verdadeira história do Conde Drácula. Em Vienna também fizemos couchsurfing da AIESEC. Fomos hospedados pelo simpático Memo que havia trabalhado com uma amiga da AIESEC BH no Egito, antes de ser diretor na AIESEC da Austria. Foi sensacional ouvir sua historia e aprender com ele. Alem da excelente companhia dele e de seus colegas de apartamento alemães. Em Vienna a neve foi de vilã a heroína. De início atrapalhou bastante nosso passeio. Depois foi protagonista de uma das tardes mais divertidas do mesmo. As peripécias no parque e o(s) nosso(s) boneco(s) de neve foram inesquecíveis! De Vienna retornamos para Bratislava, na Eslováquia, onde a neve foi só vilã. Ainda mais misturada com a chuva. Formou um "barro branco" nada bonito, tampouco divertido. E constatamos que era verdade o que o Memo havia nos dito: voce conhece Bratislava em uma tarde. Realmente não há muito o que fazer. O restante do tempo ficamos passeando pelas lojas e nos maravilhando com os preços, tipo meio litro de cerveja a 22 centavos. E depois de passar a noite na balada e ir direto para o aeroporto encarar mais uma viagem sem dormir, enfim, após 9 dias, voltamos pra casa. Cansado, mas realizado. Uma viagem com muitas emoções, experiências, aprendizados... E mais do que os lugares, talvez as pessoas fizeram desta uma viagem fantástica e inesquecível. Não sei se já citei essa frase aqui antes, se sim, gostaria de reforçá-la:
"Melhor do que passar por lugares, é viajar nas pessoas." MAYRINK, Michelle (VP COMM AIESEC BH) .
Hoje serão duas músicas. Uma é em homenagem a Anna, que nos recebeu maravilhosamente bem. É a nossa música desde o Brasil. Será sempre. Não tem como ouvir o Camaro Amarelo sem lembrar dela. A outra é uma que marcou a viagem tocando por todos os lugares que estivemos. E faz todo sentido, afinal "I love it"!
Fomos de night train de Berlin para Bratislava, onde pegamos outro trem para Vienna. O night train valeu a pena. Pagamos 50 € por cabine onde tínhamos camas e dormimos a noite toda. Na nossa cabine conhecemos uma garota romena que falava romeno, inglês, alemão, espanhol, francês e italiano! Obviamente batemos altos papos em italiano! Conheci inclusive a verdadeira história do Conde Drácula. Em Vienna também fizemos couchsurfing da AIESEC. Fomos hospedados pelo simpático Memo que havia trabalhado com uma amiga da AIESEC BH no Egito, antes de ser diretor na AIESEC da Austria. Foi sensacional ouvir sua historia e aprender com ele. Alem da excelente companhia dele e de seus colegas de apartamento alemães. Em Vienna a neve foi de vilã a heroína. De início atrapalhou bastante nosso passeio. Depois foi protagonista de uma das tardes mais divertidas do mesmo. As peripécias no parque e o(s) nosso(s) boneco(s) de neve foram inesquecíveis! De Vienna retornamos para Bratislava, na Eslováquia, onde a neve foi só vilã. Ainda mais misturada com a chuva. Formou um "barro branco" nada bonito, tampouco divertido. E constatamos que era verdade o que o Memo havia nos dito: voce conhece Bratislava em uma tarde. Realmente não há muito o que fazer. O restante do tempo ficamos passeando pelas lojas e nos maravilhando com os preços, tipo meio litro de cerveja a 22 centavos. E depois de passar a noite na balada e ir direto para o aeroporto encarar mais uma viagem sem dormir, enfim, após 9 dias, voltamos pra casa. Cansado, mas realizado. Uma viagem com muitas emoções, experiências, aprendizados... E mais do que os lugares, talvez as pessoas fizeram desta uma viagem fantástica e inesquecível. Não sei se já citei essa frase aqui antes, se sim, gostaria de reforçá-la:
"Melhor do que passar por lugares, é viajar nas pessoas." MAYRINK, Michelle (VP COMM AIESEC BH) .
Hoje serão duas músicas. Uma é em homenagem a Anna, que nos recebeu maravilhosamente bem. É a nossa música desde o Brasil. Será sempre. Não tem como ouvir o Camaro Amarelo sem lembrar dela. A outra é uma que marcou a viagem tocando por todos os lugares que estivemos. E faz todo sentido, afinal "I love it"!
Camaro Amarelo
I love it
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