Três de fevereiro de 2013. Hoje é um dia especial. E é um daqueles dias de nostalgia e peso da renúncia que vem e voltam durante o intercâmbio. Hoje, após um longo e árduo período, o estádio Governador Magalhães Pinto voltará a ser a casa do maior clube de Minas. Reencontro de gigantes: o Gigante da Pampulha e o Gigante de Minas.
A casa do maior clube de Minas. Não é apenas um estádio de futebol. O Mineirão é a casa de mais de 8 milhões de mineiros. É um palco, onde grandes craques desfilaram, como Tostão, Ronaldo, Sorin, Alex e muitos outros. É um livro. Um livro com páginas heróicas e imortais. Ele viu grandes jogos de Libertadores, como aquele final da edição de 1997, assim como foi palco para reações incríveis como naquela final da Copa do Brasil de 2000. Viu também um clube do estado ganhar 3 títulos de forma incontestável no ano de 2003. E viu muitas outras coisas. E de todas essas conquistas que elevaram o nome do estádio e do estado, o protagonista foi o clube celeste que retorna a casa: Cruzeiro Esporte Clube. E agora com exclusividade, porque cada clube tem o estádio que corresponde à sua grandeza.
E falando em histórias, o Mineirão não tem apenas histórias sobre agremiações, mas também está em encontros, amizades, família, e muito mais na vida de muitas pessoas. Eu vivi boa parte da minha vida em pé nas arquibancadas cantando até perder a voz, ou mesmo no estacionamento antes e depois do jogo tomando aquela cerveja gelada e comendo tira-gosto da Goretti com os amigos. Quantos casos, quantas emoções. Desde empurrar carro pra pegar no tranco porque a bateria arriou enquanto ouvíamos as tradicionais músicas, até almoço em família com frango assado e farofa no estacionamento. Que saudade de encher o isopor gigante de cerveja e gelo e chegar no estádio 4 horas antes do jogo com a galera. Não é só sobre futebol. É sobre amizade, sobre parceria, sobre a vida.
Mas como é também sobre futebol, como esquecer alguns jogos como aqueles dois 5 x 0 sobre o Atlético-MG? Especialmente o primeiro, no ano do centenário alvinegro. Final de campeonato estadual, 5 x 0 no placar e milhares de cruzeirenses cantando "Parabéns pra você! Nessa data querida! Muitas felicidades! Muitos anos de vida!". Aliás, os clássicos sempre foram especiais. De muitos que fui, perdi apenas dois: aquele fatídico e incomum 4 x 0 da final do estadual de 2007 e a explicável e insignificante derrota com time reserva em 2009. No mais, sempre vitórias, goleadas... Como explicar a sensação de um 5 x 0 sobre o maior rival na final do estadual no ano do seu centenário? E como explicar o mesmo placar se repetindo na final da mesma competição do ano seguinte? E a apreensão de ver o rival empatar um jogo que estava 2 x 0 para o seu time e ter um penalti para cobrar? E quando o goleiro reserva do seu clube defende a cobrança com o pé? E seu clube ainda vence a partida no fim? Não foram só clássicos, estive também outros grandes jogos como, por exemplo, na Libertadores de 2009. Grandes, emocionantes e inesquecíveis partidas. Até mesmo a final, a dor. Assim como tudo que envolve sentimentos nessa vida, o Mineirão também foi marcado por dor, frustração, revolta... Mas sempre superadas e compensadas pelas amizades e pelo amor ao Cruzeiro Esporte Clube.
Enfim, hoje ele abre as portas novamente. E eu não estarei presente. É como se perdesse a formatura ou casamento de alguém que estimo. Mas não sinto só tristeza. Sinto também esperança. Esperança de que o Mineirão traga a grandeza de volta ao Gigante de Minas. O Cruzeiro é do Mineirão e o Mineirão é do Cruzeiro! Sempre foi e sempre será assim. Como já diz o Hino Nacional Brasileiro, no encontro de dois gigantes pela própria natureza, a imagem do CRUZEIRO resplandece!
E hoje, tres vídeos especiais. O primeiro é o momento inesquecível do "Parabéns pra você" em 2008 e o segundo são os melhores momentos daquele jogo na versão fantástica do Tadeu Schimdt no Fantástico. Por último, grande matador fazendo gol de penalti no Mineirão. Haha
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário