Esse fim de semana estava contando para meu amigo Bombeiro sobre uma das grandes e corajosas experiências que tive na vida: ir sozinho para a Sérvia. Bom, foi um momento bacana de muitas lembranças e, fuçando no meu celular, encontrei um texto que escrevi sobre essa viagem única e marcante da minha vida. E aí viajei mais uma vez naquelas palavras (leia-se memórias). Esta aí uma grande (enorme) vantagem de escrever: eternizar momentos. Quem disse que uma imagem vale mais que mil palavras? Sabe de nada, inocente. Bom, como o texto é muito grande, e eu já havia postado uma versão resumida dele aqui (por questão até de bom senso), resolvi dividi-lo em três partes e postar uma de cada vez. E aqui vai o "1° Capítulo" dessa loucura sã...
Um dia. Uma tarde. Um momento. O momento. O momento que a presidente da AIESEC Torino postou no facebook sobre a NatCo. Mas o que seria isso? Mais ainda, o que poderia ser isso? Pela breve pesquisa feita, fruto do interesse súbito, seria a centésima edição de uma famosa conferência da AIESEC Sérvia que comemorava seus 60 anos. Promessa de um evento especial. Mas seria muito além disso. Seria além de todos os limites.
Naquele momento, comecei a pensar e decidir ir ou não. Alí já surgiam os problemas. Primeiro, a conferência seria de 28/11 a 02/12. Eu já tinha viagem programada entre 21/11 e 26/11. Como deveria chegar a Belgrado no dia 27 e partir dia 3 por causa dos horários, não valeria a pena voltar pra Torino. Então seriam 13 dias fora de casa. Em seguida pensei nas aulas. Seriam, de fato, 7 dias de aula perdidos. Mas ouvi um sábio conselho de uma sábia e experiente pessoa no assunto: "Tarcisão, o que você vai contar para os seus netos? Que não matava aula no intercâmbio?". E aí pus na balança. De um lado, aulas que são, na maioria, gravadas e disponibilizadas na internet, e do outro, uma oportunidade de experiência que não saberia quando nem se teria novamente. Decidido sobre aulas, veio um conhecido problema: dinheiro. Mas eu tinha (ingênuas) esperanças de que a CAPES pagasse até a data. Como não pagou, aqui um agradecimento especial aos meus pais que me deram o suporte para viver tudo isso. Garanto que cada centavo valeu mais que a pena.
E o quarto problema, depois de já decidido, uma surpresa: brasileiros precisam de visto para entrar na Sérvia. Por sorte (ou destino), existe um consulado servio em Milão, onde meu avião de volta de Estocolmo pousaria na segunda, dia 26. Entao eu teria exatamente um dia pra resolver. Depois de ligar para o consulado, confirmei a decisão. Iria para a Sérvia.
Então, hora de planejar detalhes e comprar as passagens. De Torino ou Milano diretamente para Belgrado não existem opçōes baratas, então o trajeto seria Milano-Budapeste de avião e Budapeste-Belgrado de trem. E aí veio o quinto problema que pode ser dividido em 3 partes. Na primeira, a decepção ao verificar que as passagens pela Ryanair para Budapeste haviam aumentado e tornado a viagem inviável. Primeira desistência. Após algumas horas inconformado, fui tentado a uma última tentativa: Skyscanner. E lá foi que descobri a Wizzair e suas passagens baratas para o leste europeu. Mas ai veio a segunda parte do problema das passagens: cartao de crédito. Por problemas bancários não conseguia comprar as passagens. Segunda desistência depois de um dia de tentativas. No dia seguinte, uma última ligação para o banco e bingo! Problema resolvido. Passagens ok? Não! A terceira parte do problema e que pode tambem ser dividida em outras duas relativas ao trem. Primeiramente, a versão em inglês do site não funcionava. E eu não sei nem pedir uma cerveja em húngaro! Quanto mais comprar passagens de trem. Quando finalmente funcionou a versão em inglês, a compra não finalizava. Depois de muita persistência e uma tarde perdida, enfim, consegui comprar as passagens! Pronto! Eu iria mesmo pra Sérvia!
To be continued...
Vídeo de hoje: Permitam-me ser piegas e repetir Lulu e seus Tempos Modernos? Não consegui pensar e nem há outra música que traduza tão bem aquele momento.
Lulu Santos - Tempos Modernos

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