Mais uma expressão italiana. E como sempre, relacionada a comida. E essa significa algo que eu tanto temia: acabou, chegamos ao fim. O sentimento de tristeza e vazio que fica é inevitável. Mas tenho que me apegar a tudo aquilo de bom que aconteceu. Tenho que ser grato à vida. Tudo foi maravilhoso. Quando escrevi aqui há um ano sobre a realização deste sonho, não sabia e nem poderia imaginar o quão fantástico seria e o quanto mudaria a minha vida.
Desde o início já foi tudo bom. Conhecendo pessoas maravilhosas. E tive a sorte de construir uma verdadeira família: a Ordem. Principalmente de poder dividir, dia a dia, essa experiência com os verdadeiros irmãos Flávio e Rafa. A família que cresceu e se tornou Ordem & Progresso. Desde o início as festas inesquecíveis na República Ordem. Até os vizinhos adoravam. So que não! E às vezes o Parco del Valentino, a Piazza Castello ou mesmo os Giardini Realli eram uma opção melhor. Aquele lual inesquecível (e "inlembrável") no Parco onde perdemos para sempre nossa querida árvore de natal, a primeira festa continuada na Piazza Castello depois da Ordem ser saqueada, e aquela despedida épica nos Giardini Realli com direito a carrinho de compras de supermercado! Sem entrar nos detalhes temáticos de cada festa para não me delongar, mas quem participou sabe do que estou falando. Épicas!
Tinham também os jantares, onde cada um mostrava seus dotes culinários. No início eu sabia pouco, mas sempre quis aprender. Aliás, a culinária italiana me encantou e hoje é parte da minha vida. Cozinhar se tornou uma paixão! Falando em paixão, oi vinhos, oi queijos? Como vou viver sem vocês no Brasil? Ou como vou vender tomates na feira para ter dinheiro para comprá-los? Aliás, não só vocês, mas também os próprios tomates italianos (que não vou querer vender), o prosciuto crudo (que chamamos todos de presunto de parma no Brasil), a pizza italiana, o melão, o sorvete, o tiramisu, a granita, o pesto, a focaccia, e até a farinata! O.M.F.G! Como viver? Acho que vou fundar a ADAPP (Associação dos Dependentes Anônimos da Porta Palazzo).
Mas não só de Itália foi feita esta experiência. Embora tenha conhecido também muito do "bel paese".
- Torino (home sweet home)
- Milano (desprazer em passar umas 37 vezes)
- Venezia (3 vezes)
- Firenze (3)
- Pisa (2)
- Roma (2)
- Gênova (2)
- Verona
- Bologna
- Vasto
- San Salvo
- Lucca
- Savona
- Le Cinque Terre
- Borgio Verezzi
- Alassio
- Toda a costa toscana e liguri pela Via Aurélia
Além de Itália (e Brasil, obviamente), visitei outros 12 países.
- Alemanha: Berlin (2), Munich (Oktoberfest! <3), Hamburg e Hannover
- França: Grenoble e Paris
- Irlanda: Dublin (2) e Wicklow (cenário de PS: I love you)
- Holanda: Amsterdã
- Bélgica: Bruxelas
- Suécia: Estocolmo (2)
- Áustria: Vienna
- Eslováquia: Bratislava
- República Tcheca: Praga
- Hungria: Budapeste (2)
- Sérvia: Belgrado e Kapolnick (Conferência Internacional da AIESEC)
- Rússia: Moscow e Omsk
E na maioria dessas viagens eu economizei muito com hospedagem por um motivo: sou AIESECo. Além de ser recebido em vários lugares por já amigos de AIESEC, em outros utilizei o grupo de couchsurfing da AIESEC no facebook e consegui hospedagem com pessoas fantásticas que, inclusive, foi um prazer conhecer. Cheguei a usar couchsurfing do Ciência sem Fronteiras também e até mesmo dormir no chão duro! Coisas que você faz enquanto é jovem! Toda experiência é valiosa!
E falando em AIESEC, gostaria de destacar a importância da organização no meu intercâmbio, Ele jamais seria tão completo sem ela. Através dela conheci muita gente de todo o mundo, principalmente Itália. Fiz amizades verdadeiras que vou levar para a vida toda, como minha especial "sorella italiana" Giulia Merante. Pude aprender com os italianos pela convivência. Principalmente o idioma. Sem a AIESEC, tenho certeza que teria passado quase todo o tempo só com os brasileiros, o que sempre é divertido também, mas não é o propósito de um intercâmbio e nem teria me possibilitado aprender uma nova língua. E agora estou na Rússia desenvolvendo um projeto pela AIESEC, vivendo uma outra cultura em uma casa com 25 pessoas de 11 países diferentes, praticando inglês e tendo outra experiência muito enriquecedora e desafiadora.
Bom, falar da Rússia me lembra que acabou Itália. Às vezes parece que a ficha ainda não caiu. Que vou voltar no fim do mês pra Torino e encontrar todo mundo lá. E que vamos ficar lá para sempre. Mas o pra sempre já acabou. E minha vida é no Brasil, onde os meus me esperam. E estou feliz que vou revê-los. Que vou voltar pra casa. No fim, ficaram as lembranças bonitas e amizades sinceras. Com toda a certeza de que ainda vou reencontrar todos, pelo Brasil ou por este pequeno mundo. E como eu sempre digo, a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena. Grazie e arrivederci, Italia!
E hoje posto duas músicas que são, sem dúvidas, as canções do meu adeus. Da minha volta pra casa.
Jason Mraz - 93 Million Miles
John Denver - Leaving on a Jet Plane
Lembrar-me da Itália será lembrar-me de você, meu irmão. Músicas, "cafés filosóficos", congressos, jantares, viagens, lágrimas e sorrisos. Ainda bem que você estava sempre lá. Ainda bem que você existe!
ResponderExcluirAinda bem que nós estivemos lá e que existimos. Nada seria o mesmo sem você também, irmãozim!
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